segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Você não pode denegrir um Babalawo – É tabu!







A preocupação é com base no meu acordo com o Chefe Abimbola quando ele fez a declaração de que Ifá pode consertar um mundo quebrado. Acredito que Ifá tenha o medicamento e seja uma ferramenta poderosa no processo de cura pessoal, ascensão social e do movimento coletivo para trazer Ilé Ifé (a casa do amor) do Òrun (céu) para Ayè (Terra).

A preocupação é esta:
Há forças no mundo chamadas Ajogun que estão tentando bloquear a elevação do espírito pessoal e coletivo da vida na Terra. Vejo indicações claras de Ajogun estarem influenciando pessoas dentro e fora da nossa fé, para gerar ações destinadas a garantir que as nobres aspirações do Profeta Ọrúnmìlà nunca se manifestam no mundo físico.
Se você acredita que essa ameaça vem de dentro ou de fora da nossa fé, o efeito é o mesmo. Estamos participando de ações de destruição autodestrutivas comunitária causadas ​​pela constante necessidade de julgar o trabalho do outro.
Em Ifa julgar o trabalho de outra pessoa é um tabu (Èèwọ).
É fácil dizer que este comportamento é um tabu e podemos agradecer a Chefe FAMA por traduzir o Odù que descreve este comportamento como um tabu.
A questão passa a ser nós mesmo, como uma comunidade, estarmos apoiando à implementação deste tabu. Ao apoiar este tabu, estou querendo dizer que:
Como é que vamos interiorizar a lição de não julgar e não denegrir o trabalho de outro Áwo.
Para mim, a resposta é:
Será que nós saberemos acrescentar mais ao que fazemos de melhor?
Há uma razão pela qual não devemos denegrir o trabalho dos outros Áwo.
O primeiro passo para entender isso é compreender o contexto do tabu.
Para entender o contexto do tabu é, creio eu, preciso entender o contexto da iniciação. Precisamos que a comunidade tenha um mínimo de entendimento comum sobre o objetivo e a função da iniciação.
Aqui está uma razão pela qual não devemos denegrir o trabalho dos outros Áwo.
Para mim, o propósito da iniciação é alinhar o Ori, ao Ori inu e ao ìpònrí. Em termos psicológicos, isso significa o alinhamento da vida, o Eu Interior e o Eu superior.
Os psicólogos chamam esse processo de individualização. Em Ifá este processo é chamado de:  ire lona ìpònrí atiwo Ợrùn.
Ou seja: Acessar o Eu superior que está para receber as bênçãos do céu.
Isso é uma forma simbólica de dizer que alinhamento com o Eu Superior é o alinhamento com o destino e cada verso da Escritura de Ifá diz que quando nós alinhamos a nossa vida com o nosso destino recebemos uma bênção de vida longa, família saudável e abundância. Isso na disciplina de Ifá significa que o espiritual não se põe ao que nós queremos e sim o que precisamos.
O que precisamos é sempre o mesmo. O que precisamos é de eliminar o comportamento autodestrutivo que bloqueia a nossa conexão com nosso Eu Superior. Em Ifa este tipo de comportamento autodestrutivo é chamado ibi. Uma das manifestações do processo de engajar-se no comportamento autodestrutivo é a necessidade de denegrir outros. A necessidade de denegrir os outros é na verdade uma forma ineficaz de evitar a resolução de nossas próprias contradições internas, especificamente nossas próprias inseguranças enraizadas em dúvida e auto aversão.
O grande Profeta Ọrúnmìlà nunca disse que alinhar o Ori, ao Ori inu e ao ìpònrí denegre aos outros e ainda, como uma comunidade nos envolvemos no processo de denegrir os outros como se fosse nosso dever sagrado. Aqui comigo agora, e acredite em mim mais tarde, o nível de difamação, evidente, na mídia social está transformando as pessoas e levando para longe de nossa fé grandes números de pessoas e tornando a nossa fé uma piada má, o que é relevante para aqueles que possam estar interessados nesta contradição.
A violação do tabu em julgar o trabalho dos outros ameaça destruir a nossa fé, porque eles já estão destruindo claramente nossas comunidades e ameaçam criar uma resistência ao crescimento pessoal, o que torna a medicina de Ifá ineficaz. Eu chamo isso de processo do ibi (negativo) institucionalizado.
Só podemos entender isso como uma possibilidade, se realmente compreendemos o papel e a função da iniciação.
Eu disse que a iniciação é o processo de alinhamento entre o Ori, o Ori inu, e o ìpònrí. De acordo com cada disciplina espiritual registrada pela história humana no curso da vida deste planeta, todos os grandes profetas da inspiração humana têm dito que há duas maneiras de experimentar o alinhamento com o Eu Interior, com o Eu Superior e o ìpònrí. Uma das maneiras é através do ritual. Um dos rituais destinados a criar este alinhamento é chamado de iniciação. Todos os outros rituais, ouça-me, todos os outros rituais são projetados para sustentar e apoiar este alinhamento.
Todos os Profetas inspiradores do passado, incluindo o Profeta Ọrúnmìlà, disseram que a fonte primordial do alinhamento entre o Eu Interior e o Eu Superior é a Graça de Deus. Alá, Jeová, Buda, Olódùmarè e o que mais você quiser nominar é:

A fonte de criação

A iniciação é uma pálida imitação da Graça de Deus, quem executa iniciações e acredita que seu trabalho é um catalisador para o alinhamento entre Ori, Ori inu e ìpònrí confunde seu próprio ego inflado com o poder de Deus para elevar a consciência humana.
Nós poderíamos chamar isso de arrogância, confusão e vaidade. Em Ifa isto é descrito como o Odù Ọbàrà Mèjì em ibi e nós também podemos chamar essa arrogância de pecado da arrogância.
Em grego, hubris significa:
É o pecado de acreditar que os seres humanos têm o direito de falar em nome de Deus.
Uma pessoa que descreve o alinhamento com o Eu Superior, sem a necessidade de ser o instrumento do alinhamento é chamado de profeta.
Uma pessoa que descreve o alinhamento com o Eu Superior, com a necessidade de ser o instrumento deste alinhamento é chamado de líder de um culto.
Teólogos definem uma religião como uma disciplina com base no estudo de uma mensagem profética.
Os teólogos chamam de culto qualquer disciplina baseada na vontade de uma pessoa que assume o papel de Deus.
Eu estou sugerindo aqui que Ifá não é um culto.
Aqui está o ponto, você pode ter a melhor iniciação que já existiu na história da vida e da Terra e se você ignorar o processo de alinhamento da vida, do Eu interior, com o Eu Superior, ou seja, se você ignorar o processo de manifestar o bom caráter, sua iniciação terá sido um desperdício completo e total de tempo.
Se você teve a pior, a mais idiota, a mais incompetente iniciação que já existiu na história da vida na Terra e você após iniciado toma a decisão de abraçar a graça de Deus, tornando-se uma pessoa melhor, o seu Ori, o seu Ori inu e o seu ìpònrí vão entrar em alinhamento.
A consequência de qualquer iniciação de uma pessoa representa, foi e sempre será um pacto entre a pessoa e Deus.
Não há como um ser humano ficar julgando esse pacto. A natureza do relacionamento da pessoa com Deus é um direito dado no nascimento de cada indivíduo e eu não tenho o direito de julgar este relacionamento e também não tenho nenhuma base para fazer esse julgamento.
Cada momento de nossa vida é uma escolha entre ire e ibi e nunca poderemos dizer com certeza quando, onde e como a escolha de ire vai elevar nosso Ori de uma forma que traga a verdadeira salvação.
No momento em que qualquer sumo sacerdote auto descrito como: Alta Poobah, Babalawo, Olowo ou a encarnação auto delirante de Buda diz que a salvação está baseada em algum dom especial que eles trazem para o mundo e que o dom que eles trazem lhes dá permissão divina para julgar o trabalho dos outros. Sempre que você ver isso, ouvir isso ou presenciá-lo de qualquer forma, considere:
O comportamento parece estar em contradição com a mensagem dos grandes mestres proféticos do passado.
Nelson Mandela passou 26 anos na prisão e no dia da sua libertação, ele liderou uma nação sem raiva, julgamento, difamação ou abuso. Ele simplesmente se levantou, disse apartheid está errado e aqui está o que vamos fazer para mudar isso.
Suas ações eram claramente as ações de um homem que conhecia e compreendia o seu destino. Suas ações eram claramente as ações do homem cuja cabeça e o coração estavam em alinhamento. Suas ações eram as ações do homem que tinha elevado a sua própria vida pessoal, e que usam essa elevação de inspirar outros a se juntarem a ele ao fazer a coisa certa.
Eu não sei se Nelson Mandela, sempre engajado, passou por um ritual de iniciação. Eu sei que ele viveu as evidências da Graça de Deus e a capacidade da Graça de Deus em elevar o espírito humano. Eu estou supondo que ele foi iniciado por aquilo que os nossos amigos cristãos chamam de batismo de fogo.
Tenho sido abençoado ao longo dos últimos 30 anos por viajar pelo mundo e ver Ifá òrìşà em inúmeras manifestações.

Ouça-me:
Se você nunca ouviu outra palavra, me ouça agora:
A manifestação mais poderosa do espírito do Profeta Ọrúnmìlà que eu já testemunhei veio de uma vítima de abuso sexual, pobre mulher, não iniciada, de cor, na diáspora que derramou água em uma frigideira, acrescentou um pouco de açúcar e orou sobre a água com açúcar, porque isso era o que ela aprendeu com seu bisavô escravo liberto e usando a única ferramenta que tinha à sua disposição, ela rezou para a elevação daquele que abusou da criança pobre e com fome de sua vizinhança.  Eu digo: Àse, amém, que assim seja louvado, Alá, Olódùmarè, o Deus de Abraão e tudo que é santo, porque naquele dia os filhos deste bairro foram abençoados.
Estou sugerindo que, se a necessidade egocêntrica, arrogante e egoísta para julgar os outros feriu de alguma forma a mulher que eu vi orar sobre aquela panela de água com açúcar, então, como Àwo digo: Que vergonha para nós!
Cada minuto que é desperdiçado discutindo sobre quem faz Ifá corretamente é um minuto que poderia ter sido gasto na elevação do espírito humano. O espírito humano só é elevado, de uma forma: É elevar honrando o elo comum que temos com a Fonte da Criação. O espírito humano é honrado por saber que a sua vida fica melhor, quando a minha vida fica melhor.
Minha vida nunca ficará melhor como consequência do julgamento dos outros.
Essa é minha opinião pessoal, baseada na minha experiência pessoal e quem se importa?
O ponto mais importante é este: Em nenhum lugar, por todo o Corpus da Escritura de Ifá leremos um Odù que diga que Ifa é uma casta e que Ọrúnmìlà um dia decidiu jogar no lixo a iniciação de alguém.
Estou sugerindo que há uma razão para que nenhum desses Odù possa existir.
Estou sugerindo que, quando agimos em oposição à mensagem do Profeta Ọrúnmìlà e ainda alegamos ser devotos de Ifá, eu estou dizendo que quando fazemos isso, estamos engajados no processo de hipocrisia e não na elevação do espírito humano.
Há forças poderosas na nossa comunidade pressionando devotos a escolher "seu caminho", baseado na noção de que "o seu caminho" é o "único caminho".
Na minha opinião, enquanto estivermos engajados neste abuso coletivo, os ancestrais não estarão dançando no céu.
De acordo com o Profeta Ọrúnmìlà quando os antepassados ​​não estão dançando no céu as coisas não estão indo bem na terra.


Ire baba

sábado, 5 de janeiro de 2019

Òfún ‘Ogbè



O ciúme enviou o traidor,
Os irmãos a morte.


Quando alguém é advertido
E este alguém escuta e aceita a advertência.
A vida será mais fácil e cômoda para ele.
Quando alguém é advertido
E respeita e obedece a advertência
A vida será mais fácil e cômoda para ele.
A recusa em ouvir.
Advertência de ter atenção é negada.
Odé (o caçador) o Áwo lhe deu uma medicina preparada de Ifá.
Quando Odé iria à floresta por seus sete dias usuais.
Expedição de caça.
Odé foi advertido para fazer ebo.
Para que a expedição fosse abençoada.
Ele foi proibido de beber.
Marca tribal na frente, cidadão de Ègbá.
Marca tribal no pescoço, cidadão de Èsà (Ìjèsà).
Pòrògún Màtúyèrì filho de Olúweri (deusa do rio)
O cidadão de Ìjàyè está regressando de Ìjàyè.
A esposa mais velha revelou o segredo de minha identidade. 





Itọn:

Mais uma vez, era mais uma expedição de Odé onde os usuais sete dias seriam usados.
Como de costume ele foi ao seu Áwo para consultar Ifá. Odé foi fazer ebo. Foi dito para alimentar Èsù. Ele também foi advertido para evitar bebidas e ter muito cuidado. Odé adiou o ebo e saiu para a floresta para caçar e planejou fazer o ebo quando retornar-se.
Sem mais nada a resolver Odé entrou na floresta, quando algo muito raro aconteceu. Na sua frente de pé e perto de um Ìrókò três Àgbònrín (cervo), enquanto Odé ajustava sua arma para um bom tiro, os três àgbèrín se transformaram em três mulheres lindas, ele ficou assombrado. Ele imediatamente pensou em esperar e ver o que aconteceria em seguida. Com as peles de animais em suas mãos e sem premeditar a presença de Odé, os animais tornaram-se senhoras cujos nomes eram: Kéké l’ójú, Alábàjà l’Ợrùn e Pòrògún màtúyèrì, golpearam três vezes a árvore de Ìrókò.
A cada golpe elas diziam: O Osílèkùn, sì'lèkùn, guardião do portão abra a porta.
O Ìrókò abriu a porta no terceiro golpe e as senhoras puseram seu áwo (as peles) em três compartimentos separados dentro do Ìrókò, elas saíram e foram ao mercado. 
Quando Odé teve certeza que elas haviam ido embora ele saiu de seu esconderijo. Ele foi diretamente ao mesmo Ìrókò tentando refugiar-se e golpeou a árvore três vezes. A cada golpe ele dizia as mesmas palavras que as três senhoras disseram: O Osílèkùn, sì’lèkùn.
O Ìrókò abriu o portão para Odé. Odé pegou a pele das senhoras e pegou uma rota mais rápida para sua casa. Chegando a casa ele foi diretamente ao sótão e escondeu as peles. Enquanto as peles estavam escondidas ele tomou uma rota mais rápida para o mercado. Odé supôs que elas estariam neste mercado, pois este era o mercado mais importante e todo dia 17 era um dia muito especial para os negócios. Odé viu as senhoras e se chegou para perto delas. Ele as saudou como se as tivesse conhecido há muito tempo. Isto era um mau agouro para elas, pois elas pensavam que nenhum humano as conhecesse ou soubessem de suas identidades, elas ficaram transtornadas. Elas foram para longe do mercado e andaram muito rápido, o mais rápido que suas pernas pudessem levá-las.
Elas correram até ficar longe das vistas dos seres humanos. Uma vez dentro da floresta, elas foram rapidamente à árvore de Ìrókò para recuperar suas peles. Sem que elas soubessem, Odé as seguiu, porém, ele guardava uma distância segura. Quando elas chegaram e golpearam a árvore e chamaram "Osílèkùn" três vezes para abrir a porta, as senhoras ficaram apreensivas quando o Ìrókò não lhes abriu a porta.
Elas chamaram freneticamente por "Osílèkùn", porém, não havia uma resposta, elas estavam tentando entender o que poderia ter acontecido de mal quando Odé apareceu. Odé saudou as três senhoras mais uma vez, porém agora ele as felicitava por sua beleza. As senhoras suspeitavam de Odé lhe perguntaram por que ele estava seguindo elas furtivamente. Odé lhe disse que tinha o que elas estavam procurando. Surpresas as senhoras perguntaram:
O que você pensa que nós estamos procurando?
Odé lhes disse que elas procuravam por suas peles. Ele disse como foi que elas se se metamorfosearam em sua frente, mas cedo neste mesmo dia. Com raiva, elas exigiram suas peles de volta. Odé lhes disse calmamente que elas teriam que negociar para recuperar suas peles. Como Odé estava em uma posição de superioridade, elas mudaram a abordagem para convencê-lo a devolver suas peles. Odé disse que devolveria as peles se da parte delas houvesse uma posição de cooperação, elas perguntaram o que ele queria e qual era a condição.
Em vez de uma resposta direta, Odé perdeu muito tempo, ele começou uma conversa amistosa para relaxar as senhoras. 
Enquanto as senhoras se descontraiam elas foram ficando amistosas, Odé falou que lhes devolveria suas peles com a condição de todas se casarem com ele. A oferta de Odé não surpreendeu as senhoras por que elas se anteciparam e estavam orando antes dele para que a proposta se concretizasse. Antecipadamente, no entanto, elas disseram que pensariam sobre isso, no futuro elas disseram à Odé que elas se casariam, porém, elas também teriam suas próprias condições e Odé deveria considerar. Odé disse que estava preparado para encarar qualquer condição e com igual respeito prometeu elevar os termos e as condições. As senhoras disseram à Odé que cada uma delas tem um tabu e que ele não deveria rompê-lo, esta era uma condição para se casarem com ele. Elas também disseram que não gostariam que quaisquer dos três tabus fossem quebrados, pois elas iriam embora imediatamente se isso acontecesse. Odé prometeu que respeitaria seus tabus. Ele também prometeu que nunca diria a ninguém sobre este fato, de que elas são animais acima de tudo. Com o voto solene de Odé as senhoras começaram a dizer seus tabus.
A senhora cujo nome era Kéké-l'ójú foi a primeira a falar. Kéké-l'ójú disse à Odé que seu tabu era Ilá (Okrà-quiabo), ela disse que nunca deveria ver comer ou ser oferecido Okrà em hipótese alguma, mesmo que ensopado/sopa ou como parte de qualquer comida. Odé disse que ele obedeceria e respeitaria seu tabu.
A segunda senhora Alábàjà-l’órùn disse que seu tabu era uma pilha de madeira e que ela nunca poderia cair em sua presença. Odé disse que entendia e prometeu guardar e respeitar seu tabu. 
A terceira senhora, filha de Pròrògún-sùsú Olúweri (deusa do rio) disse que seu tabu era uma panela de água entornar ou ser jogada no solo em sua presença.
Odé prometeu respeitar seu tabu igualmente às outras. Depois dos votos, Odé e suas novas esposas saíram para sua casa no povoado.
Chegando a casa, Odé as colocou para dentro, ainda que, os membros de sua família, amigos e vizinhos curiosos ficassem olhando fixamente. Esta introdução não foi o bastante para satisfazer a curiosidade das pessoas, principalmente de seu irmão, que se sentiu no merecimento de saber tudo a respeito das misteriosas esposas de Odé. Amigos, vizinhos e outras pessoas também queriam saber mais sobre as esposas de Odé. Muitas perguntas amistosas foram feitas as três esposas pelo irmão de Odé, pelos membros da família, vizinhos e amigos que não renderam nenhum resultado. Logo, historiam fantasiosas e diferentes sobre Odé e suas esposas começaram a circular. Para salvaguardar o sagrado juramento feito a suas esposas, Odé não prestou atenção aos rumores. Os rumores tampouco molestaram suas esposas. Em outra fase, todos exceto o irmão de Odé, deixaram de fazer perguntas sobre as esposas. O irmão insistia que era merecedor de conhecer o mistério por traz deste casamento.  
Durante muito tempo as coisas ficaram fáceis na casa de Odé, sua vida melhorou e ele estava contente com suas esposas e os muitos filhos que elas deram à luz para ele. As esposas também estavam contentes e elas respeitavam seu marido por ter seus tabus guardados no mais alto respeito. No entanto, essa felicidade e os segredos de Odé não durariam para sempre. O irmão ciumento de Odé que havia inventado muitas e até então não tinha conseguido truques para obter informações, propôs um plano diabólico. O seu plano agora seria embriagar Odé, então colocaria pressão em Odé para que ele revelasse a identidade de suas esposas. Até então, ele vinha evitando a bebida de acordo com as instruções de Ifá, ainda que não tenha feito aquele ebo. Quando o irmão de Odé estava firme em seus propósitos ele convidou Odé para um bate-papo familiar. Sem suspeitar de nenhuma malicia, Odé aceitou o convite de seu irmão e foi ao seu encontro. O irmão mais velho sabia que Odé havia parado com a bebida há muito tempo, porém, ele preparou um embriagador misturado à bebida e ofereceu à para Odé beber dizendo que essa bebida era preparada para relaxamento. Ele não suspeitou que fosse drogado. Odé tomou a bebida e foi dormir quase que imediatamente. Antes de desmaiar, no entanto, o irmão mais velho, trabalhou para saber de Odé o segredo de suas esposas misteriosas. Em seu estado de inebriante, Odé divulgou os tabus de suas esposas, inclusive disse ao irmão sobre as peles que estavam escondidas no sótão. O irmão mais velho contente em saber o segredo, pois ele desejava usar esta arma futuramente. Porém enquanto o irmão mais velho trabalha com Odé para descobrir estes segredos, sua esposa que estava escondida escutou tudo, pois ela também estava ansiosa para conhecer os segredos das esposas de Odé. 
Ao ouvir falar dos segredos das esposas de Odé, a cunhada de Odé (esposa de seu irmão mais velho) propôs uma atitude contra as esposas de Odé. Ela começou passando comentários bobos sempre que estava perto das esposas de Odé, somente para que elas soubessem que ela sabia sobre seus segredos. As esposas de Odé ignoraram os comentários desta trama, porém, estavam angustiadas sobre a verdade sobre a verdade inerente aos comentários. Para saber a verdade, elas pediram a seu marido, Odé, para informá-las se ele havia dito alguma coisa sobre seus segredos a alguém. Odé disse que não contou nada a ninguém desde que ele realmente tivesse conhecimento suficiente, a não ser quando seu irmão o fez ficar bêbado. No entanto sua esposa disse a ele sobre a perturbação repentina causada por sua cunhada, com comentários estranhos. Odé aliviou seus medos e as informou que isto era uma maneira da mão direita de sua cunhada para conseguir com que elas falassem. Por traz de sua face, Odé estava muito preocupado e angustiado, por que sua cunhada também relatou fatos perto da verdade. Entretanto, a família de Odé e de seu irmão viviam no mesmo complexo de casas como era costume na nação yorùbá. Esta coexistência tradicional proporcionou a cunhada de Odé tornar possível o rompimento dos tabus das esposas de Odé, ela concretizaria seu plano diabólico. 
As esposas de Odé e sua cunhada foram em conjunto fazer suas tarefas noturnas, quando a esposa do irmão mais velho de Odé pegou uma panela cheia de quiabo e começou deliberadamente a cortá-los. Na metade do caminho ela foi para o quintal e pegou um monte de madeira que ela havia escondido, ela pegou a pilha de madeira e deixou cair perto da esposa de Odé. Quando ela terminou de deixar cair à pilha de madeira ela entrou e pegou uma vasilha com água colocou sobre sua cabeça e deixou cair em frente a esposa de Odé. Tudo foi feito com o esforço e intuito de quebrar os tabus das esposas de Odé. Odé e as esposas ficaram estáticas com a maldade em curso. Elas foram com raiva para cima de seu marido. Porém a esposa do irmão mais velho não tinha terminado com seu plano, ela foi mais adiante e chamou as três mulheres de animais dizendo:
Não neguem o fato de que vocês são animais e eu sei onde estão suas peles. Seu marido as guardou no sótão.
Ela foi embora, não sem antes fazer comentários amargos. Deixando as esposas de Odé desconcertadas. De fato, elas pensaram que seria muita coincidência admitir que seu marido não houvesse dito nada. Quando elas se recuperaram do susto que a esposa do irmão mais velho as fez passar pelas grandes revelações, elas foram até o quarto de Odé, investigaram o sótão e conseguiram suas peles. O próximo passo delas foi arrumar suas coisas, seus pertences e de seus filhos e saíram de casa para a floresta, sua casa original, junto com seus filhos.  De alguma forma, mesmo longe de casa, Odé teve um pressentimento que alguma coisa estava errada com sua família. Ele fez um desvio e voltou para sua casa imediatamente.
Em seu caminho de volta, no entanto, Odé encontrou com sua família inteira. Uma avaliação rápida da situação o alertou que suas esposas não estavam bem. Ele perguntou por que elas estavam indo embora. Elas disseram que sua cunhada sabia de seus segredos e rompeu com todos os seus tabus e ela inclusive disse onde suas peles estavam escondidas. Odé foi emudecendo e quase desmaiou. Quando ele recuperou a normalidade ele pediu a suas esposas por perdão, dizendo: Eu não sei como minha cunhada soube do segredo de vocês, quem sabe ela não seja uma bruxa.
Ele pediu para que elas não o deixassem, porém, elas o recordaram do acordo original e reiteraram que elas tinham que sair. Odé foi para casa com o coração estraçalhado. Ele foi diretamente ao seu irmão que morava no mesmo complexo. Ele encontrou seu irmão e lhe perguntou como ele conseguiu a informação sobre suas esposas, om irmão disse que não sabia sobre o que ele estava falando. Neste instante Odé recordou que seu irmão havia lhe embriagado, no entanto, ele desafiou o irmão a negar o fato que ele recebeu a informação dele enquanto ele (o mais velho) o embriagava. Uma discussão acalorada se desenvolveu e Odé matou seu irmão, pois estava com muita raiva.  
Ase.