segunda-feira, 18 de março de 2019

O Berço... A Saga continua 17


Ele chamou o lugar em que ele pousou de Ilè Ifé, o que significa a terra que vai se espalhar para o resto do mundo.
Quando ele conseguiu, ele se jogou de nádegas, rastejou de joelhos, rolou para a esquerda e depois rolou para a direita, antes de se reunir e subir a seus pés, até mesmo Olókún assistiu com fascínio do esplendor de seu palácio no fundo do mar em Ilè Ifé.
Como ele deslizaram para baixo da cadeia todas as divindades, caiam com as nádegas e passavam pelo movimento de rastejar sobre os joelhos, rolar para a esquerda e depois para a direita, quando Obàtálá os ajudou a se levantarem. 
E este ato tornou uma tradição de saudar o Òrìsà, o rei, o chefe, o chefe da família, o pai, a mãe, a pessoa idosa, ou qualquer um em uma posição de autoridade até hoje em Yorubaland.
Aconteceu que, muito antes deles desembarcarem em Ilè Ifé, um evento de especial importância teve lugar, em que as habilidades administrativas de Odùduwa foram posta à prova. 
Houve um evento que era para definir o caráter de Obàtálá como líder dos imigrantes do Òrún ao Ayè. 
Como todos sabiam, Obàtálá gostava de beber. Era a sua maneira de relaxar depois de fazer seu trabalho criativo. 
Poucas divindades chegaram a sugerir que ele às vezes bebia em excesso, que não era da conta de ninguém, Obàtálá não se preocupou, por que era uma divindade extremamente agradável e talentosa.
O dia antes de começar sua jornada para o Ayè, Obàtálá foi ver Òrúnmìlá, o deus adivinhação, para buscar orientação, em antecipação da viagem precária que teria a frente. 
Òrúnmìlá tirou seus instrumentos de adivinhação e espalhou-os todos no chão.
A viagem ia ser suave e bem-sucedida. 
Porém pode haver tentações ao longo do caminho. 
Òrúnmìlá, portanto, pediu Obàtálá para sacrificar seu barril de vinho favorito.
Era um pequeno barril feito de uma cabaça escura, que Obàtálá levava consigo aonde quer que fosse. No barril, ele sempre carregava vinho de palma, que compartilhou com seu amigo.
O barril foi-lhe ofertado pelo próprio Olódùmarè e ele guardava o barril muito querido de fato.
Ele estava disposto a dá-lo como sacrifício, quando Òrúnmìlá o solicitou como um sacrifício. 
"É um sacrifício para Èsù”, disse Òrúnmìlá. 
"Para antecipar eventualidades horríveis."
Mas Obàtálá disse que Òrúnmìlá era um mentiroso, que estava em conluio com Èsù e todos ficaram crédulos. 
Obàtálá chamou Èsù de ladrão, um chantagista e um gangster à solta. 
Obàtálá, não faz o sacrifício como aconselhado por Òrúnmìlá e manteve seu barril precioso em seu poder. 
No dia da jornada, foi à primeira coisa que ele procurou. 
Ele lavou e lixou, tanto por dentro como por fora. 
Depois ele despejou o vinho de palma fresca que ele bateu de sua planta favorita para o barril polido.
Ele pendurou o barril nas costas com um cinto especialmente construído. 
Que iria permitir o vinho a fermentar e compartilha-lo com as outras divindades, em uma celebração ritual, tão logo chegasse a Ilè Ifé.
Após a viagem começar ele estava começando a sentir sede, Èsù veio até ele e pediu uma bebida. 
Obàtálá explicou que ele estava reservando o vinho para uma festa. 
Obàtálá queria celebrar a passagem segura, tão logo eles chegassem ao Ayè. 
Èsù disse que Obàtálá era estúpido por guardar vinho desta forma e pelo menos, não tomar uma bebida, para saciar sua sede. 
No entanto, Obàtálá recusou dizendo que o vinho ainda estava muito fresco e jovem. Èsù encolheu os ombros, concordou e partiu.
Não muito tempo depois Èsù partiu o vinho fermentou e começou a espumar no barril e reacendeu a sede de Obàtálá.
Assim, ele decidiu beber apenas um gole do vinho. 
O gole provado do vinho parecia ser realmente frutado e doce então Obàtálá tomou um gole completo do barril, antes de devolvê-la ao seu cinto. Ele se sentiu rejuvenescido novamente e sem sede. 
Depois ele tomou outro gole depois de algum momento, um pouco mais. Logo, ele não conseguia manter suas mãos fora do barril de vinho de palma e tomar goles sucessivos, até o barril ficar vazio. 
Ele também por esta altura estava estupendamente embriagado.
Odùduwa assistiu o comportamento Obàtálá a certa distância e logo percebeu que Obàtálá impressionantemente era quase incapaz de ficar de pé, a partir do efeito do vinho de palma. 
No começo Odùduwa ignorou tudo completamente, dizendo que não era da conta de ninguém o que Obàtálá fazia.
Logo depois Odùduwa notou que Obàtálá estava começando a derramar a areia sagrada que Olódùmarè lhes deu para construir a terra.
Quanto mais a areia Obàtálá derramava, menos areia havia ficado para lançar sobre o oceano e criar terreno sólido.
Chegou um momento em que Odùduwa teve medo de que Obàtálá deixasse cair à concha de caracol contendo toda a areia e que tudo estaria perdido, porque não haveria areia para construir terreno sólido e as pessoas teriam que nadar como peixes.
Odùduwa interveio e salvou a concha de caracol de Obàtálá, que estava muito embriagado para cuidar, com a ajuda de Ògún, que liderava e abria caminho para todo o grupo, na comitiva para o Ayè.
Obàtálá ficou tão embriagado que adormeceu. Ele teve de ser carregado ao longo por seus amigos, incluindo Egungun, Obàluwayè e Òro. 
Não foi senão quando a terra estava bastante à vista e somente a poucos passos antes da chegada que Obàtálá acordou novamente e retomou a liderança.
As divindades já eram leais a Odùduwa, que eles consideravam como ter salvado o mundo e fornecendo liderança quando eles precisavam de um lider e Obàtálá ficou intoxicado e embriagado.
Quando Obàtálá acordou e percebeu que ele tinha bebido todo o conteúdo do barril sozinho, ele colocou a culpa na beleza da cabaça e esmagou-a em pedaços. 
Ele então passou a conduzir os assuntos dos viajantes no resto da viagem, aconselhado por seus amigos mais íntimos. . 
Assim é a história completa de como as pessoas surgiram em Ilè Ifé.

Ire Alaafia

O berço ... A Saga continua 16.


Olókún, entretanto recordava de sua palavra, porque uma palavra é o que é mais importante. E sua palavra manter-se-ia, já que ela consentiu com o estabelecimento de uma colônia humana no Ayè.
Então ela terá que honrar e manter sua palavra, pois essa é a natureza de sua graciosa e própria iwá ou caráter..
Neste mesmo dia, Olódùmarè reuniu sua comitiva de Òrìsà para ir ao Ayè para colonizar e domesticá-lo para a habitação humana.
Olódùmarè chamou cada um deles, um por um e cada um deu um passo adiante, conforme era chamado.
Olódùmarè primeiro chamou Obàtálá, a partir da magnificência de seu trono.
"O branco é a alma do negro, a alma do negro é o branco. Branco e negro não discutem uns com os outros. Eles colaboram. Você ouve o som da minha voz, Obàtálá, você está sempre vestido com os seus trajes brancos, em cima de sua pele de ébano?”
"Eu ouvi-lo bem", respondeu Obàtálá.
Você vai levar o Òrìsà para a Ayè. 
Todos vocês desceram a corrente de metal da sabedoria.
Você vai tomar conta do Ayè, controlá-la, criá-la à com sua própria especificação e em seguida, criará os seres humanos que habitaram e controle-os antes de retornarem para o Òrún. 
"Se começarmos hoje suficientemente cedo, estaremos de volta antes do anoitecer", respondeu Obàtálá.
"Não vai ser tão fácil como Obàtálá está dizendo", disse Òrúnmìlá, a divindade da adivinhação, que estava ouvindo a conversa. 
"Vai ser uma estadia longa e aventurosa, como a que ninguém jamais viu e ninguém nunca verá novamente. Ela conterá sua própria origem dentro de seu final, por isso se tornará a dose da eternidade, cuja cápsula está contida em um cabaça perfeita.”
"Òrúnmìlá, você que tudo sabe você está sempre certo", respondeu Olódùmarè.
É melhor ir com eles para guiá-los ao longo desta viagem.
Eles precisam de você, muito mais do que preciso de você aqui agora. 
Òrúnmìlá concordou. "Assim seja", disse ele. 
"Eu irei com Obàtálá e as outras divindades ao Ayè, para testemunhar, prever e aconselhar.”
"O machado de duas pontas é o irmão da espada, como a cobra é a prima da víbora”, disse Olódùmarè. 
Na selva do mundo, você vai limpar de maneira tão clara, como empunhar o machado de dois gumes? 
Ògún, você ouve o som de minha voz lhe chamando?
"Claramente, eu ouço, oh, pai de todos os pais," Ògún respondeu.
"Então você vai ser a luz do caminho, o guarda, o guia, o espírito e vigor da comitiva ao Ayè”, disse Olódùmarè, 
"Você está preparado para esse tipo vigoroso de trabalho hoje?”
"O que mais é o meu espírito se não vigor?", perguntou Ògún. 
"Eu vou com a comitiva, e qualquer desgraça não recaia sobre os passos de nosso caminho!”
"Pontilhado com marcas de pústulas, seu rosto é um temor terrível, como o sol do meio-dia”, grita Olódùmarè. 
Somente você, Obàluwayè, pode proteger a comitiva do flagelo da peste e doenças. 
Você é capaz de fazer esta jornada? 
Obàluwayè disse:
"Eu vou ficar muito feliz em ser o seu médico e herbalista."
"Odùduwa, a própria essência de ser", 
Diz Olódùmarè:
"A história que deu à luz a realidade, o sonho antes do despertar. Você vai com as divindades para estabelecer a Ayè?”
Perguntou Odùduwa.
Especificamente qual será o meu papel? 
"Você vai supervisionar os detalhes de cada local de trabalho", explicou Olódùmarè, será como um administrador, 
Você vai deixar a mão direita saber o que a esquerda está fazendo, para que eles não dupliquem ou contrariem um ao outro. 
"Vou garantir que tudo seja feito de forma sistemática e de acordo",
Odùduwa prometeu.
Olódùmarè gritou os nomes das 401 divindades e deu-lhes a ordem para que se deslocassem do Òrún ao Ayè. 
Quatrocentos e uma divindades responderam a sua chamada. 
O último a ser chamado foi Èsù.
"Você é homem ou mulher, alto ou baixo, gordo ou magro, escuro ou claro, você Èsù, cuja morada está na encruzilhada dos planetas?”
Olódùmarè saudou Èsù. 
Você e todos os itens acima mencionados e muito mais do que conhecer meu olho.
Para você nada é sagrado, nada é profano, nada é perigoso, nada é seguro.
Você é a personificação do próprio poder, de quem todos os outros devem gerar energia.
Você é o coração de fogo, sempre quente.
Você deve manter os outros energizados.
Você é o portador da àse, o veto supremo.
O que quiser que seja feito, deve ser feito.
Tudo o que você ignorar, deve permanecer ignorado.
A você deve vir qualquer um que deseje ou aspire, pois sem o seu consentimento nada será feito. 
Você estará no centro, também estará na margem. Será a luz, você também será a sombra.
O mestre, que também será servo de toda a gente que vos rogue favores e perguntas. 
Dos deuses e das deusas, de indigentes simples, eles irão procurá-lo de uma forma constante e você vai assistir a cada um, segundo a bondade de cada pessoa.
A pessoa má você tratará sem misericórdia e as pessoas boas receberão seus favores.
Èsù responde imediatamente, dizendo:
"Vou manter o àse e usar o veto criteriosamente."
Olódùmarè então perguntou a Ògún, o Ferreiro, para forjar uma cadeia longa e forte o suficiente para apoiar as 401 divindades, que se lançarão ao Ayè vindo do Òrún. 
Ògún chamou Sokoti, o ferreiro mais qualificado de todo Òrún e ambos se apresentaram à forja para lançar uma corrente de aço sem começo ou um fim.
Entre os dois, o trabalho não demorou muito e logo a cadeia estava pronto para apoiar as divindades.
O próprio Olódùmarè pegou a corrente e deitou-a para baixo até que tocou a superfície da água no Ayè.
Em seguida, um por um, as divindades desceram pela cadeia, com Olódùmarè segurando-a.
O primeiro a descer a cadeia foi Obàtálá, o líder da delegação, seguido por Odùduwa, o administrador-chefe.
Obàtálá levou consigo uma concha de caracol contendo um pouco de areia do Òrún, com a qual Obàtálá iria construir bases sólidas no corpo da água salgada do oceano, onde divindades e pessoas poderiam andar e habitar.
Obàtálá usava seu famoso manto branco, com seu ade combinando, sapatos, todo embelezado com contas brancas escolhidas.
Graciosamente como uma cobra descendo um tronco de árvore, Obàtálá deslizou para baixo da cadeia de metal forjado por Ògún, com a capacidade de seu assistente Sokoti e então Obàtálá chegou a Terra.

quinta-feira, 14 de março de 2019

O Berço... A saga continua 15



Eles poderiam ter escolhido Mercúrio, Marte, Júpiter, ou qualquer outro planeta ou estrela para levar seu projeto à diante?
16. Ficou claro para Olókún que eles escolheram o Ayè, porque ela tinha desenvolvido tão artisticamente sua perolas que ninguém poderia tirar os olhos delas. 
Porém, eles também pensaram que ela não tinha poder de combate. 
Não seria através da opressão que ela se renderia.. 
Mas ela estava certa de que apenas alguns deles poderiam vir do Òrún para o Ayè, porque era perigosa demais a jornada naqueles dias. 
Ela poderia enfrentar qualquer número reduzido que viesse de uma só vez e estava decidida a fazê-lo.
Seu contato secreto no Òrún informou-lhe que eles estavam enviando o
Camaleão até ela.
Ela considerou que poderia ser um sinal de desprezo por ela, porque não poderia ser enviado um companheiro mais inferior como emissário. 
Ela sabia que todo ato seria o sinal de outro ato. 
Eles diziam que ele era feio, lento e desprezível e o camaleão seria o portador de clara mensagem. 
Eles estavam dizendo que ela estaria vendo seu próprio reflexo no espelho quando visse o camaleão.
A mensagem a deixou totalmente irritada e ela resolveu ensinar-lhes uma lição, emissário por emissário. 
Ela se preparou para uma guerra. 
Ela não ia ser enganada.
Eles estavam usando o camaleão como uma metáfora para um verdadeiro exército de guerreiros e diplomatas que chegariam com o camaleão. 
Claramente vai ser uma invasão e ela estava pronta para ela.
Porém para sua total perplexidade, tal como ela estava falando, ela viu o camaleão na sua frente. 
Ela se assustou. 
Estaria ela sonhando? 
O que estaria acontecendo?
Para tornar as coisas ainda mais desconcertantes, o camaleão estava montando o caracol como um cavalo. 
Bem diante de seus olhos, ela viu a escalada do camaleão para baixo da
parte traseira do caracol.
Para seu espanto, a pele do camaleão tinha uma luz brilhante que irradiava ao seu redor. 
Olókún, para sua surpresa, queria tocá-lo, mas ela rapidamente conteve o seu espírito impulsivo.
O camaleão se coloca no chão em prostração diante dela.
Ele falou:
"Saudações em nome de Olódùmarè e dos quatrocentos e um irunmolè que habitam Òrún”, são palavras de Òrúnmìlá.
Olókún disse:
"O que você quer de mim, e como você entrou aqui nos meus domínios?” 
Recuperando rapidamente, sua inteligência. 
Ele falou:
"Eu simplesmente lhe trago saudações".
"A respeito de como cheguei aqui, foi uma viagem tranquila. Eu simplesmente desejei que isso acontecesse. Eu venho caminhando do Òrún.”
Olókún ficou ainda mais intrigada.
Ela perguntou?

"E o seu cavalo é o caracol?", 
"Sim", respondeu o camaleão. 
"É o caracol mais rápido que voou através de paredes e portas.”
Superada por sua vaidade, Olókún decidiu ir aos seus aposentos. 
"Desculpe-me, mas devo ir ao meu quarto para colocar algo mais decente do que isso”, disse ela. 
"Uma vez que você está tão maravilhoso e eu pareço pouco apresentável".
Ela entrou em seus aposentos e começou a vestir-se com seu lindo
Vestuário, tecidos em padrões multicoloridos, usando fios e texturas diferentes.
Ela então olhou para várias combinações de contas, esferas brilhantes e sem brilho, grande e fino, redondo e angular, em forma de gemas e ela os vestia. 
Ela, então, reapareceu diante do camaleão, para exibir-se e mostrar o quão belo ela era.
"Como sempre, você é mais elegante e atraente ao vivo", o camaleão disse a ela, quando ela saiu a exibir uma extraordinariamente bela indumentária. 
Porém quando o camaleão começou a falar, ele começou a se transformar e sua pele começou a refletir o esplendor da cor da indumentária de Olókún. 
A única exceção é que o espelho sequer havia visto algo tão esplendoroso, que confundiu Olókún, que se desculpou e voltou para seus aposentos para novamente vestir-se sozinha.
Mas ela se retornou ainda mais espantada, como a pele do camaleão mudara novamente e espelhando as cores de seu vestido novo, com a imagem do espelho refletindo ainda mais bonito do que o original. 
Então ela voltou para novamente trocar de roupa. 
Mas quando ela saiu, a mesma coisa aconteceu com a nova indumentária o camaleão se transformou novamente com seu espelho curativo.
Olókún, finalmente disse:
“Você, camaleão simplesmente cobre-se com roupas de outras pessoas”. 
Mas o camaleão respondeu que não era assim. Estas são as minhas vestes próprias. Eu trouxe um guarda-roupa grande, pois não saberia quanto tempo ficaria. 
O que me trouxe é um assunto sério e isso pode levar algum tempo para explicar. 
Olókún havia pensado sobre essas coisas e decidiu que eram muito bizarras para lidar com elas. 
Certamente, as coisas mudaram no Òrún e elas não estavam mais como costumavam ser, se o camaleão feio poderia ficar tão lindo e o caracol tornara-se tão rápido quanto um cavalo.
Ela decidira que tinha subestimado as forças do Òrún.
Disse o camaleão:
Não quero problemas com você.
Olókún retrucou:
Também não quero nenhum problema, quem mandou você aqui?
Mas você não pode tomar todo o meu espaço. 
Diga quem te mandou, vocês podem ter o planeta, vocês podem transformar em um terreno sólido para a habitação humana.
"Assim será", respondeu o camaleão. 
"Vou levar o seu pedido de volta às divindades”.
Eu acredito que eles atenderão com todo o prazer. 
Estou de partida agora e continue bem. 
O camaleão montou no caracol e em uma fração de segundo, eles tinham desaparecido de vista.
Eles deixaram Olókún se perguntando se tudo era apenas um simples sonho ou se realmente acontecera.

terça-feira, 12 de março de 2019

O Berço... A Saga continua 14

Uma vez que identificamos o problema, a solução estará ao virarmos a esquina.
Para resolver o problema da lentidão, vamos dotar camaleão com o espírito de divindades irmão e irmã, Gaga e Sasa. 
Gaga o irmão, proporcionará uma agilidade no corpo condizente com um lutador profissional. 
E Sasa, a irmã, irá fornecer a graça ao corpo do camaleão que envergonhará uma bailarina treinada.
O que vocês dizem, Gaga e Sasa? 
Gaga e Sasa disseram em uníssono: 
Seja como você quiser. 
Vamos emprestar ao corpo do camaleão agilidade de um leopardo e graça de uma serpente. 
Olódùmarè disse:
Porém, o problema da agilidade é maior.
Òsun, a linda deusa do rio, em seguida, disse: 
Mas todos deveram concordar que o camaleão não é a pessoa mais atraente.
Olókún, por outro lado é uma bela mulher, além de vaidosa. 
Tudo isso faz com que seja mais difícil mandar alguém tão feio como o camaleão à Olókún.
Acredito que ela vai se recusar a receber o camaleão, dizendo que o camaleão é muito feio para ela receber.. 
Olódùmarè disse: 
Uma vez identificado o problema, a solução esta apenas em torno do canto.
Para resolver o problema da feiura, vamos dotar o camaleão com a beleza de Egbin, a personificação da própria beleza. 
Diga-me, Egbin, o que você acha? 
Egbin se adiantou e disse: 
Seja como você quiser. 
Vou dotar o corpo do camaleão de extrema beleza, em preparação para o grande projeto humano.
Olódùmarè disse:
O problema de atratividade é maior. 
Agora, você precisa de um companheiro nesta jornada. 
Você pode escolher quem quiser como seu companheiro, para que você não e se sinta solitário. 
Para a surpresa de todos o camaleão apontou para ao caracol. 
Todos eles observaram que ao caracol é ainda mais lento do que o camaleão, mais tímido, talvez até mesmo menos inteligente. 
Mas eles estavam aliviados por causa da especial dotação que o camaleão havia recebido, graças às divindades.
Esses dons, naturalmente, iriam refletir sobre ao caracol também e a missão poderá ser salva. 
O camaleão, acompanhado do caracol, tornou-se assim o mensageiro para transmitir o pedido de Olódùmarè a Olókún. 
O camaleão totalmente transformado foi para sua jornada conjunta. 
Seu corpo inteiro estava transformado pelos poderes das divindades. 
Que dotaram o camaleão com seus atributos especiais.

Olókún, a deusa do mar, a proprietária de todas as riquezas sob os oceanos, a maior fabricante de perolas, o Òrìsà mais poderoso, de quem são os mantos que rolam nas ondas da água do mar, é uma das divindades mais bonitas de se ver. 
Seu longo cabelo trançado com os fluxos ondulantes das águas, sua pele de ébano negro brilhante como pérolas de valor inestimável, o movimento incessante sob os mares. 
Olókún ouviu falar sobre se estabelecer o plano de moradas humana sobre o Ayè e ficou com raiva.
Ela não fingiu ouvir enquanto esperava pela notícia formal que seria trazida até ela. 
Ela estava totalmente preparada para recusar o pedido, sobre o projeto de uso humano do Ayè, principalmente, porque ela já estava usando o espaço para seu trabalho de fabricação de perolas. 
Ela fez contas de todas as cores e formas, mas sua perola favorita eram os índigos, os coloridos, em forma tubular contas de Segi, assim luminosamente escuro que parecia captar entranhas luzes en suas entranhas de luxo. 
Foi o seu amor por elas, na fabricação de perolas, que provocou mover seu trono para as profundezas do oceano, algo que ninguém queria na época.
Depois que ela conseguiu domar o bravo e vasto oceano, ela pôs sal e estocou suas joias de valor inestimável, depois de ter transformado os grandes e vazios espaços em sua casa, eles começaram a tramar nas suas costas, querer tomar seu espaço e transformá-lo em um lar para os seres humanos.
Ela achou o projeto humano totalmente inaceitável e lhe custaria seu estúdio de fabricação de perolas. 
Porque sem o ilimitado espaço de suas instalações, ela seria incapaz de continuar a fazer contas como ela estava fazendo naquele momento. 
Era totalmente inaceitável levar seu santuário ara longe dela e preenchê-lo com estranhos.
Ela introspectou em um momento reflexivo no meio de sua vasta coleção de contas. 
Ela calmamente pegou algumas das pérolas mais colorida e requintada que jamais fizera e lentamente, esfregava as gemas quentes contra sua pele marrom escuro. 
Ela não desistiria de seu ofício, ela resolveu. 
Ela lutaria por cada cabaça de água do vasto oceano do Ayè.
Por que as divindades não escolheram qualquer outro lugar no universo?

O Berço... A Saga continua!


Ouvi com muita atenção o seu argumento.
Você apresentou um argumento convincente e comovente. 
Estou inclinado a simplesmente aceitar o seu argumento de nomear alguém para substituí-lo.
Mas não vou fazê-lo por uma razão. 
Você perguntou se o oráculo Ifá é infalível?
A resposta é simples. Sim, o oráculo de Ifá é infalível.
Você não pode ouvir uma mentira proferida da boca da adivinhação de Ifá.
Qualquer que seja a adivinhação, Ifá diz a verdade e inteiramente a verdade.
A adivinhação não conhece a mentira, não pode mentir e não deve mentir, porque é fundamentada sobre a veracidade.
O oráculo é a epítome da verdade.
Ninguém deve chamar o oráculo de mentiroso.
Chamar o oráculo de mentiroso é estar espalhando mentiras e não ter cuidado com a verdade.
A adivinhação de Ifá, portanto, não é a voz de um companheiro, mas o fato de toda a vida.
Negar a verdade de Ifá é negar a essência da própria vida.
Porque a adivinhação de Ifá tem o registro do início e tem mantido o registro intacto desde então.
Adivinhação de Ifá conhece o presente mais claramente porque é a personificação de todo o conhecimento.
Adivinhação de Ifá diz o futuro, sem falhar porque sem a divinação não existe passado e nem presente.
O que existe no futuro, será sempre vivo e sem dúvida continuará a trazer o futuro e o passado ao presente. 
É por isso que a voz da adivinhação de Ifá deve ser ouvida e obedecida além e acima da voz de qualquer outro, qualquer grupo, grande ou pequeno.
O que o futuro nos reserva não é simples para ninguém, exceto para o oráculo.
Se perguntarmos ao oráculo e pedimos uma orientação para tudo que vamos fazer, certamente ele nos guiará com base no que será benéfico no futuro.
Tudo que fazemos ou deixamos de fazer agora irá afetar o que vai acontecer ou deixar de acontecer no futuro.
É por isso que precisamos perguntar ao oráculo antes de fazer qualquer coisa, porque nós não devemos fazer coisas lamentáveis.
Agora que o oráculo o escolheu para ir nesta jornada, você tem que ir, porque você é a escolha do oráculo. 
A sabedoria comum diz que você é a escolha errada. Mas a sabedoria do oráculo não é comum, ele tem como base uma visão de presente, passada e futuro.
Como você pode comparar a visão comum, no entanto com inúmeros os olhos,
Com apenas um olho da visão do oráculo?
É a diferença entre o sono e a morte.
Devemos ter cuidado para não duvidar da sabedoria do oráculo. 
A sabedoria do oráculo é a chave para o futuro. 
Yemoja, então, perguntou a Olódùmarè: 
Mas qual é o sentido em escolher alguém que parece ser mal adaptado para esta atribuição? 
É como pedir ao caracol para fazer uma corrida 1.100 metros. 
Olódùmarè disse então: 
Yemoja seja fiel a sua divinação do oráculo.
Se o oráculo diz que o caracol vai ganhar uma corrida de 1.100 metros, certamente o caracol vai ganhar a corrida. 
Agora que a Oráculo escolheu que o camaleão vá nessa tarefa importante, é melhor para nós respeitar a vontade do oráculo.
Não respeitar o desejo do oráculo é mortal.
O que precisamos fazer, ao invés de duvidar do oráculo, é começar a preparar o camaleão para esta viagem muito importante. 
O que quer que nós achemos ser fraqueza do camaleão, devemos fortalecer, para que a pobre criatura possa realizar essa onerosa tarefa.
Ògún disse: 
Um problema sério do camaleão é a velocidade. 
Vai demorar o camaleão se mover do Òrún ao Ayè.
Olódùmarè disse: 
Uma vez que identificado o problema, a solução esta em volta do ponto.
Para resolver o problema de velocidade, vamos dotar camaleão com o.
Poder de Egbe, a divindade de velocidade. 
O que você diz Egbe? 
Egbe respondeu, dizendo: 
Seja como vós quiserdes. Egbe vai dotar o camaleão de uma velocidade mais rápida que a velocidade da luz. 
Olódùmarè então disse: 
“Existe, o problema da velocidade do camaleão, mais é sobre...”,
Preocupado, Sàngó o deus do raio e do trovão, deu um passo à frente e disse:
Porém, o camaleão ainda é lento. 
Mesmo que Egbe não resolva o problema da velocidade, ele não pode resolver o problema da lentidão do camaleão. 
Eu não acho que um companheiro lento, como camaleão poderá interagir com Olókún, eu a conheço muito bem. 
Olódùmarè respondeu:

O Berço... A Saga continua


Òsun disse: 
Todo mundo sabe que o camaleão é muito feio. 
Pelo menos, enviemos alguém que seja um pouco mais bonito para fazer o trabalho. 
Ela pode ceder pela aparência e seu charme.

Sònpónnà disse: 
Não enviem o camaleão. 
Não parece particularmente saudável. 
Ele caminha lentamente, como um companheiro cansado e senil. 
Você deve encontrar alguém que aparente ser mais saudável do que o camaleão, que caminhe de forma mais inteligente e pense mais rapidamente. 
Não um sujeito desleixado como o camaleão. 
Mas Olódùmarè insistiu que eles deveriam ouvir a voz de Òrúnmìlá.
Olódùmarè disse: 
Qualquer que seja a adivinhação, se Ifá diz, depois de Òrúnmìlá consultá-lo, é final. 
Então, todos eles concordaram em enviar o camaleão a Olókún para transmitir a notícia.
Quando o oráculo escolheu o camaleão para ir à casa de Olókún para transmitir a notícia de que o Ayè iria ser convertido em morada humana, todo mundo ficou completamente surpreso, porque foi uma escolha muito inesperada. 
Mais surpreso ficou o camaleão. 
Lentamente, em sua forma pesada, o camaleão arrastou-se para frente, um pé de cada vez.
Ele piscou sua língua sete vezes como um sinal de saudação a Olódùmarè e disse:
Se for para agradar a você, meu Senhor deixe-me falar aqui: 
Por que não ouvir a voz dos demais além do oraculo?
Afinal, o oráculo é simplesmente a voz de uma divindade, que é Òrúnmìlá. 
Como pode a sabedoria de apenas uma divindade ser mais importante do que a sabedoria de todo o grupo?
Todo mundo aqui está dizendo que você precisa escolher alguém muito mais forte, mais rápido e mais atraente do que a minha pessoa, para esta tarefa muito importante.
No entanto, você insiste em ouvir a voz de apenas uma divindade.
Ifá é uma divindade infalível? 
Por que a voz de uma divindade tem precedência sobre a voz do outros?
Afinal, você costuma dizer em provérbios que: 
Somente várias mãos irão levantar uma carga pesada. 
Duas cabeças pensam melhor que uma. 
E quando você escuta atentamente o que todo mundo está dizendo, você vai entender que ninguém está sendo malicioso comigo. 
Eu tenho movimentos lentos.
Leva-me muito tempo para ir de um ponto a outro. 
A distância entre o Òrún e o Ayè é enorme.
Mesmo para o mais rápido dos companheiros, vai demorar algum tempo para ir daqui ao Ayè. Agora imagine alguém como eu. Levaria uma eternidade.
Eu nunca iria chegar a tempo decente, enquanto que um companheiro rápido iria rapidamente e retornaria rapidamente. 
Em segundo lugar, não é mentira que eu não sou bonito. 
Eu não preciso de ninguém para me dizer, porque eu vi meu próprio reflexo no espelho.
Por muitas vezes.
Eu realmente não me pareço muito bom.
Todos que estão aqui são sinceros e justos.. 
Ògún é áspero, porém, muito bonito, cujo olhar nunca deixou de encantar divindades femininas. 
Olókún não seria capaz de resistir ao seu charme masculino.
Eu sinto fortemente que você não deve enviar alguém tão feio quanto eu a uma divindade vaidosa como Olókún. 
Ela ficaria totalmente decepcionada comigo e não me olharia de forma seria em publico. 
Finalmente, há a questão do meu pensamento lento. 
Ele simplesmente leva algum tempo antes das coisas serem avaliadas em minha cabeça. 
Não é minha culpa. Isto é simplesmente a minha natureza.
Algumas pessoas pensam rápido como seus pés. Eu não. 
Simplesmente existe um momento de reflexão, para saber o significado das coisas, não é tão claro para mim, mesmo embora outros entendessem imediatamente. 
Pense nisso, eu nem sabia o que todos estavam discutindo no início, mas foi só Olódùmarè me explicar que comecei a entender.
Agora todo mundo sabe que Olókún é uma divindade sofisticada. 
Seria um desastre para o projeto humano se Olókún me perguntasse uma questão intelectual ou filosófica.
Eu nem saberia por onde começar a responder a sua pergunta sobre qualquer coisa.
Por favor, Olódùmarè, me escolher não é razoável. 
Escolha alguém que possa fazer este trabalho, que possa ouvir a voz de uma divindade e não negue o parecer dos outros. 
Olódùmarè então respondeu o camaleão, dizendo:

O Berço... A Saga continua!


Você Òrúnmìlá conhecedor do passado, do presente e do futuro. 
Diga-nos o que vai acontecer depois que nós enviarmos um emissário a Olókún.
Será que ela vai concordar com o nosso plano, ou será que ela vai continuar inflexível e contra ele? 
E quem devemos enviar para transmitir a mensagem a Olókún. 
Porque a mensagem é tão importante quanto o mensageiro. 
Òrúnmìlá pediu permissão para consultar Ifá, o seu sistema de adivinhação. 
Ele então trouxe a parafernália de Ifá, incluindo Òpèlè, iroke, Opòn e Àgèrè Ifá.
Ele colocou a sua bandeja de adivinhação no chão e lançou a sua cadeia de Opele e a assinatura da adivinhação foi de Òyèkú Méjì. 
Òrúnmìlá recitou o seguinte verso:

Òyèkú méjì
Eu desviei da morte, você escapou da morte.
Dois versos de Òyèkú combinam, formidavelmente.
Foi divinado para Kowa
E para Tamedu
No dia em que lakàsegbe
Chorava por causa de sua esterilidade
Que é diferente do caracol
Que dorme fora de seu casco
Ele é o contrário da víbora
Pois dorme sem seu veneno
Ele é diferente do grilo
Dorme sem fazer barulho
E de um simples camaleão
Move-se sem uma bolsa carregada de trajes
Foi pedido para fazer sacrifício
Dois ratos do arbusto
Dois peixes grandes
Duas galinhas grandes
Duas cabras grávidas
Dois antílopes com chifres ondulados
Ele sacrificou
Ele deu atenção a tudo de Èsù
Ikarara ouviu o som da boa sorte
Seu sacrifício trabalhou para ele
Como uma esposa banha seu recém-nascido
O mesmo é oferecido ao filho pela esposa mais velha
Ele começou a dançar
Ele começou a comemorar
Ele esticou suas pernas
A dança o puxou
Ele disse que foi como seu awo disse
Ele deu graças e louva Ifá
Desviei-me da morte, me esquivei da morte.
Dois versos de Òyèkú combinam
O mundo inteiro está feliz

Òrúnmìlá disse que tudo vai ficar bem. 
O resultado da mensagem, Òrúnmìlá disse, vai depender da apresentação do mensageiro.
Olódùmarè perguntou: 
Então, quem vai ser este importante mensageiro?
Òrúnmìlá olhou em volta.
Diretamente na frente dele estava o Ega, o camaleão. 
Òrúnmìlá apontou para o camaleão, que ficou surpreso com a escolha. 
Todos também ficaram surpresos.
Obàtálá expressou decepção com a escolha do camaleão. 
Obàtálá perguntou: 
Que poder tem o camaleão?
Olókún está completamente preocupada? 
Olókún vai simplesmente afogar o coitado. 
Ele ficará sem chance.

O Berço... A Saga continua


Ela estava atônita e muitas perguntas rapidamente cruzaram sua mente:
Por que que eles não me consultaram antes de tomar uma decisão que afetaria meus próprios domínios? 
Foi porque acharam que eu era impotente? 
Consequentemente poderiam fazer qualquer coisa que quisessem sem envolvê-la? 
Sua mente estava agitada.
Ela, portanto, decidiu impedir Olódùmarè e as outras divindades de estabelecer vida humana no Ayè. 
Ela decidiu que iria inundar o Òrún com suas águas, para demonstrar seus poderes para todos, que pareciam ter esquecido que ela é a deusa das águas salgadas.
Ela decidiu que após o alagamento Olódùmarè e os outros Òrìsà do Òrún, poderiam voltar se eles se comprometessem a abandonar o projeto de criação dos seres humanos no Ayè. 
Olókún, pessoalmente, não gostava dos poucos seres humanos que ela tinha visto. 
Obàtálá tinha dito que iria torná-los perfeitos, mas do ponto de vista de Olókún, eles não eram mais perfeito do que Obàtálá.
E Olókún sabia que, assim como os outros Òrìsà, Obàtálá estava longe de ser perfeito.
Os seres humanos que ele criou, portanto, tinham todas as falhas dos deuses. 
Além disso, eles tinham outras profundas debilidades físicas, emocionais, doenças e ela contou tudo aos Òrìsà..
Suas fileiras incluíam: mentirosos, ladrões, assassinos, adúlteros, devedores e vagabundos.
Os poucos honestos não serão suficientes para resgatar os deformados.
No entanto, os Òrìsà insistiram em povoar a Ayè com as pessoas. 
Olódùmarè tinha dito:
O Ayè será o mercado. O Òrún ainda permanecerá a sua casa. 
É por isso que até hoje as pessoas dizem: 
O mundo é o mercado. O Òrún é a nossa casa. 
Olókún ficou ainda mais furiosa quando soube que as pessoas no Ayè estariam no mercado. 
Mas Olókún também precisava do Ayè para seu trabalho, Olókún era um fabricante exímio de pérolas. 
Ela passava seu tempo em solidão, fazendo contas, combinando corantes e pigmentos para fazer contas de cores incríveis e deslumbrantes.
Ela sabia que perderia o seu negócio uma vez que os seres humanos iriam viver na Ayè com ela. 
26. Ela sabia que alguns iriam roubar suas contas, que alguns iriam quebrar seus potes. Alguns iriam vandalizar seu local de trabalho.
Alguns poderiam até começar a roubar a sua ideia de fazer perolas e começar a fazer colares sozinhos. 
Porque ela não acreditava nos seres humanos e porque ela não foi consultada antes da decisão ser tomada, Olókún recusou-se a acomodar os seres humanos no Ayè.
Olódùmarè percebeu que Olókún não estava satisfeita com seu plano de estabelecer a ocupação humana no Ayè, portanto, convocou uma reunião com todos os Òrìsà para discutir a posição de Olókún.
Todos os Òrìsà decidiram que um mensageiro especial deveria ser enviado a Olókún e transmitir a decisão de estabelecer a morada humana sobre a Ayè.
Olódùmarè então chamou Òrúnmìlá, o Òrìsà da adivinhação. 
Olódùmarè disse:

O Berço... A saga continua


Quatrocentos e uma divindades receberam vários locais de trabalho, antes de Olódùmarè concluir seu trabalho. Porém, naquela época, não havia árvores no Òrún ou no Ayè, que permanecia coberto com água. Olódùmarè e os outros Òrìsà queriam que as árvores crescessem no Òrún, assim Olódùmarè invocou os poderes de Eji, o deus da chuva, para molhar toda a paisagem do Òrún. Após o solo encharcado, com a umidade tornou-se macio, Olódùmarè invocou os poderes de Iju, o deus das florestas para fazer as árvores cresce. 
Iju disse: 
Deixe todas as formas de plantas crescerem a partir do solo. Gradualmente, miríades de plantas começaram a surgir a partir do solo nu e macio. Todos os tipos de plantas, incluindo o doce e o amargo, o liso e o espinhoso, o veneno e as ervas terapêuticas, germinaram e cresceram. Algumas plantas tinham frutas, outras somente, flores, muitas estavam sobre enormes raízes, outras não tinham quase raízes. Olódùmarè inspecionou as plantas e aprovou cada uma delas, porque cada um tinha um propósito diferente e constituição.
Obàtálá pediu a Olódùmarè:
Quando poderemos determinar o assentamento dos seres humanos sobre o Ayè? 
Pois assim poderemos separar os seres humanos dos Òrìsà, quando soubermos quem é quem, o Òrìsà poderá proteger melhor as pessoas. 
Olódùmarè disse: 
Nós vamos movê-los assim que prepararmos a Ayè para a habitação humana. 
Quando a face da Ayè foi inundada, neste dilúvio foi criado o grande palácio onde moraria a (o) deus (a) dos mares profundos, Olókún.
Ela ouviu o plano para se estabelecer no Ayè junto à população humana. Desde que ela começou a viver nas profundezas do mar, Olókún tinha começado a se separar da sua vida e da existência de outras. Em algum momento, ela perdeu o contato direto com Olódùmarè e vivia uma vida totalmente independente.
Ela gostava muito de sua vida sob o mar. Em algum ponto, no entanto, ela tornou-se demasiadamente absorvida pela sua solidão, porque ela era protegida pelo grande corpo do oceano.
Ela tornou-se absorta em si mesma, em seu senso de importância e em seu poder e domínio sobre todo o Ayè, onde estava sob o mar.
Ela não estava no Òrún, quando o plano de estabelecer as pessoas sobre a Ayè foi arquitetado.
O plano, portanto, a pegou de total surpresa.

Epá òrìsà!