terça-feira, 12 de março de 2019

O Berço... A saga continua


Quatrocentos e uma divindades receberam vários locais de trabalho, antes de Olódùmarè concluir seu trabalho. Porém, naquela época, não havia árvores no Òrún ou no Ayè, que permanecia coberto com água. Olódùmarè e os outros Òrìsà queriam que as árvores crescessem no Òrún, assim Olódùmarè invocou os poderes de Eji, o deus da chuva, para molhar toda a paisagem do Òrún. Após o solo encharcado, com a umidade tornou-se macio, Olódùmarè invocou os poderes de Iju, o deus das florestas para fazer as árvores cresce. 
Iju disse: 
Deixe todas as formas de plantas crescerem a partir do solo. Gradualmente, miríades de plantas começaram a surgir a partir do solo nu e macio. Todos os tipos de plantas, incluindo o doce e o amargo, o liso e o espinhoso, o veneno e as ervas terapêuticas, germinaram e cresceram. Algumas plantas tinham frutas, outras somente, flores, muitas estavam sobre enormes raízes, outras não tinham quase raízes. Olódùmarè inspecionou as plantas e aprovou cada uma delas, porque cada um tinha um propósito diferente e constituição.
Obàtálá pediu a Olódùmarè:
Quando poderemos determinar o assentamento dos seres humanos sobre o Ayè? 
Pois assim poderemos separar os seres humanos dos Òrìsà, quando soubermos quem é quem, o Òrìsà poderá proteger melhor as pessoas. 
Olódùmarè disse: 
Nós vamos movê-los assim que prepararmos a Ayè para a habitação humana. 
Quando a face da Ayè foi inundada, neste dilúvio foi criado o grande palácio onde moraria a (o) deus (a) dos mares profundos, Olókún.
Ela ouviu o plano para se estabelecer no Ayè junto à população humana. Desde que ela começou a viver nas profundezas do mar, Olókún tinha começado a se separar da sua vida e da existência de outras. Em algum momento, ela perdeu o contato direto com Olódùmarè e vivia uma vida totalmente independente.
Ela gostava muito de sua vida sob o mar. Em algum ponto, no entanto, ela tornou-se demasiadamente absorvida pela sua solidão, porque ela era protegida pelo grande corpo do oceano.
Ela tornou-se absorta em si mesma, em seu senso de importância e em seu poder e domínio sobre todo o Ayè, onde estava sob o mar.
Ela não estava no Òrún, quando o plano de estabelecer as pessoas sobre a Ayè foi arquitetado.
O plano, portanto, a pegou de total surpresa.

Epá òrìsà!

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.