terça-feira, 12 de março de 2019

O Berço... A Saga continua


Ela estava atônita e muitas perguntas rapidamente cruzaram sua mente:
Por que que eles não me consultaram antes de tomar uma decisão que afetaria meus próprios domínios? 
Foi porque acharam que eu era impotente? 
Consequentemente poderiam fazer qualquer coisa que quisessem sem envolvê-la? 
Sua mente estava agitada.
Ela, portanto, decidiu impedir Olódùmarè e as outras divindades de estabelecer vida humana no Ayè. 
Ela decidiu que iria inundar o Òrún com suas águas, para demonstrar seus poderes para todos, que pareciam ter esquecido que ela é a deusa das águas salgadas.
Ela decidiu que após o alagamento Olódùmarè e os outros Òrìsà do Òrún, poderiam voltar se eles se comprometessem a abandonar o projeto de criação dos seres humanos no Ayè. 
Olókún, pessoalmente, não gostava dos poucos seres humanos que ela tinha visto. 
Obàtálá tinha dito que iria torná-los perfeitos, mas do ponto de vista de Olókún, eles não eram mais perfeito do que Obàtálá.
E Olókún sabia que, assim como os outros Òrìsà, Obàtálá estava longe de ser perfeito.
Os seres humanos que ele criou, portanto, tinham todas as falhas dos deuses. 
Além disso, eles tinham outras profundas debilidades físicas, emocionais, doenças e ela contou tudo aos Òrìsà..
Suas fileiras incluíam: mentirosos, ladrões, assassinos, adúlteros, devedores e vagabundos.
Os poucos honestos não serão suficientes para resgatar os deformados.
No entanto, os Òrìsà insistiram em povoar a Ayè com as pessoas. 
Olódùmarè tinha dito:
O Ayè será o mercado. O Òrún ainda permanecerá a sua casa. 
É por isso que até hoje as pessoas dizem: 
O mundo é o mercado. O Òrún é a nossa casa. 
Olókún ficou ainda mais furiosa quando soube que as pessoas no Ayè estariam no mercado. 
Mas Olókún também precisava do Ayè para seu trabalho, Olókún era um fabricante exímio de pérolas. 
Ela passava seu tempo em solidão, fazendo contas, combinando corantes e pigmentos para fazer contas de cores incríveis e deslumbrantes.
Ela sabia que perderia o seu negócio uma vez que os seres humanos iriam viver na Ayè com ela. 
26. Ela sabia que alguns iriam roubar suas contas, que alguns iriam quebrar seus potes. Alguns iriam vandalizar seu local de trabalho.
Alguns poderiam até começar a roubar a sua ideia de fazer perolas e começar a fazer colares sozinhos. 
Porque ela não acreditava nos seres humanos e porque ela não foi consultada antes da decisão ser tomada, Olókún recusou-se a acomodar os seres humanos no Ayè.
Olódùmarè percebeu que Olókún não estava satisfeita com seu plano de estabelecer a ocupação humana no Ayè, portanto, convocou uma reunião com todos os Òrìsà para discutir a posição de Olókún.
Todos os Òrìsà decidiram que um mensageiro especial deveria ser enviado a Olókún e transmitir a decisão de estabelecer a morada humana sobre a Ayè.
Olódùmarè então chamou Òrúnmìlá, o Òrìsà da adivinhação. 
Olódùmarè disse:

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